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Tipo do documento: Dissertação
Título: QUALIDADE DE VIDA E FATORES ASSOCIADOS COM A INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA
Autor: Guedes, Priscilla Fonseca
Primeiro orientador: Colpo, Elisângela
Primeiro membro da banca: Braz, Melissa Medeiros
Segundo membro da banca: Schuch, Natielen Jacques
Resumo: Introdução: A perda de urina de maneira involuntária é caracterizada como incontinência urinária, sendo de grande prevalência entre as mulheres. Objetivou-se investigar a qualidade de vida e fatores associados com a incontinência urinária feminina. Metologia: A coleta de dados foi realizada de abril à novembro de 2017 em duas Unidades Básicas de Saúde de Santa Maria-RS. A amostra foi composta por mulheres com e sem sintomatologia ou diagnóstico de incontinência urinária, com idades entre 40 e 65 anos. Foram investigados dados sociodemográficos, antropométricos, bioquímicos como glicemia, perfil lipídico, vitamina C o pH da urina. Foram analisados qualidade de vida das participantes pelo questionário SF-36, o consumo de frutas cítricas, chocolate, refrigerantes, água, café e chimarrão. Foram redigidos três artigos, dois de revisão abordando os temas: excesso de peso e sua relação com a qualidade de vida em mulheres com incontinência urinária; e relação do consumo de líquidos e alimentos irritantes da bexiga em mulheres incontinentes; além de um artigo prospectivo transversal que abordou fatores associados com a piora dos sintomas e da qualidade de vida em mulheres com incontinência urinária. Para os artigos de revisão foram realizados levantamentos bibliográficos nas bases de dados. Para o artigo transversal foram realizadas análises descritivas; teste de Shapiro-Wilk; teste t para dados independentes e Mann-Whitney dependendo do resultado da normalidade; qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Resultados: Com base nas revisões, o excesso de peso está diretamente relacionado com a ocorrência da incontinência urinária e que os alimentos ácidos, ricos em vitamina C e produtos à base de cafeína podem influenciar na piora dos sintomas apenas com o consumo de grandes quantidades por dia. Foi observado no estudo transversal que não há associação da escolaridade, cor da pele, estado civil, renda individual ou familiar com a incontinência. Houve associação significativa da multiparidade (p=0,006) e do parto vaginal (p=0,029). Mesmo não sendo significativa, a pontuação média da qualidade de vida das participantes incontinentes se mostrou mais baixa (50,8 ± 21) quando comparada com mulheres sem incontinência (61,7 ± 22,1), e apenas o domínio saúde mental do SF-36 teve associação significativa com a incontinência urinária (p= 0,036). Analisamos o impacto dos sintomas da incontinência e classificamos em leve e grave, e observamos que a cafeína e a vitamina C não pioram os sintomas das mulheres incontinentes, conforme a análise da vitamina C sérica e o ph da urina. Quanto a análise do perfil lipídico e glicemia, não encontramos associação com a incontinência urinária, no entanto, os níveis de colesterol total e da glicemia estavam acima dos níveis desejados nas mulheres incontinentes. Conclusão: Observou-se que fatores de risco como a paridade, parto vaginal, obesidade estão fortemente relacionados com a incontinência urinaria. A obesidade piora os sintomas da incontinência, e ambas são um problema que vem afetando consideravelmente a qualidade de vida desta população. Por isso ter bons hábitos alimentares, praticar atividades físicas regularmente, além manter um peso saudável, evita doenças crônicas e propicia uma melhor qualidade de vida.
Abstract: Introduction: Unintentional loss of urine is characterized as urinary incontinence and is highly prevalent among women. The objective was to investigate the quality of life of women with urinary incontinence and the associated factors. Methods: Data collection was performed from April to November 2017 in two Basic Health Units from Santa Maria-RS. The sample consisted of women with and without symptomatology or diagnosis of urinary incontinence, aged between 40 and 65 years. Sociodemographic, anthropometric and biochemical data such as glycemia, lipid profile, vitamin C and urine pH were investigated. The quality of life of the participants was analyzed by the SF-36 questionnaire, and also the consumption of citrus fruits, chocolate, soft drinks, water, coffee and mate. Three articles were written, two reviewing the topics: overweight and its relationship with quality of life in women with urinary incontinence; and ratio of consumption of bladder irritant liquids and foods in incontinent women; and also a cross-sectional prospective article addressing factors associated with worsening of symptoms and quality of life in women with urinary incontinence. For the review articles, bibliographic surveys were carried out in the databases. Descriptive analyses were carried out for the transversal article; Shapiro-Wilk test; t test for independent data and Mann-Whitney depending on the result of normality; chi-square test and Fisher's exact test. Results: Based on the reviews, overweight is directly related to the occurrence of urinary incontinence, and acidic foods rich in vitamin C and caffeine-based products may influence the worsening of symptoms only when the daily consumption is very large. It was observed in the cross-sectional study that there is no association of schooling, skin color, marital status, individual or family income with incontinence. There was a significant association of multiparity (p = 0.006) and vaginal delivery (p = 0.029). Although not significant, the quality of life mean score of incontinent participants was lower (50.8 ± 21) when compared to women without incontinence (61.7 ± 22.1), and only the mental health domain of SF-36 was significantly associated with urinary incontinence (p = 0.036). We analyzed the impact of incontinence symptoms and classified them as mild and severe, and found that caffeine and vitamin C did not worsen symptoms in incontinent women, according to the analysis of serum vitamin C and urine pH. We found no association with urinary incontinence regarding the analysis of the lipid profile and glycemia, however, total cholesterol and glycemia levels were above desired levels in incontinent women. Conclusion: It was observed that risk factors such as parity, vaginal delivery and obesity are strongly related to urinary incontinence. Obesity worsens the symptoms of incontinence, and both are problems that have been affecting the quality of life of this population considerably. Therefore, having good eating habits, doing regular physical activities, maintaining a healthy weight, avoids chronic diseases and promotes a better quality of life.
Palavras-chave: Obesidade, paridade, hábitos alimentares, ácido ascórbico.
Obesity, parity, eating habits, ascorbic acid.
Área(s) do CNPq: Ciências da Saúde e da Vida
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Franciscana
Sigla da instituição: UFN
Departamento: Ciências da Saúde e da Vida
Programa: Mestrado em Ciências da Saúde e da Vida
Citação: Guedes, Priscilla Fonseca. QUALIDADE DE VIDA E FATORES ASSOCIADOS COM A INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA. 2018. 78f. Dissertação( Mestrado em Ciências da Saúde e da Vida) - Universidade Franciscana, Santa Maria - RS .
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://www.tede.universidadefranciscana.edu.br:8080/handle/UFN-BDTD/661
Data de defesa: 27-Jul-2018
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências da Saúde e da Vida

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